Planejando junto com profissionais
da área
Comece estabelecendo um orçamento para a obra,
quanto você pode gastar todos os meses, ou se
tiver uma reserva de capital, de quanto pode dispor,
sem afetar o resto das suas despesas para começar
a obra. Este cálculo é importante, pois
vai definir o tipo de imóvel que você poderá construir,
assim como determinar a data de término da obra.
Feito isto, consulte um profissional da área
para ajudá-lo a estabelecer os gastos que serão
necessários para realizar o projeto que você tem
em mente. É ele quem vai lhe dizer se o seu
orçamento permite a construção
de uma casa como a que você sonha. Certamente
se a diferença for pequena você sempre
pode aumentar o prazo da obra.
Porém, se você tem R$ 200 mil e construir
a casa dos seus sonhos vai lhe custar R$ 300 mil você deve
rever seus planos. Isto porque mesmo que você aumente
o prazo de construção provavelmente acabará enfrentando
dificuldades para concluir sua obra, devido ao aumento
do custo de mão de obra e dos materiais de construção.
Não se esqueça de deixar sempre uma
margem de sobra de 10-15% quando o assunto é material
de construção, pois este é o índice
de perdas que se registra na maioria das construções.
Isto é, na hora de colocar o piso do banheiro
as chances de algum dos azulejos quebrar são
de 10%. Mesmo que você não sofra estas
perdas, guarde o material que sobrou para reparos futuros.
Atualmente, os materiais de construção
mudam muito de um ano para o outro, portanto você pode
acabar não achando o azulejo que precisa caso
este venha a quebrar.
Dicas na hora de construir
Na hora de comprar o material você deve sempre
pesquisar, buscando os preços mais atrativos,
mas não deixe de comparar a resistência
e durabilidade do material, às vezes vale a
pena gastar um pouco mais para não ter dor de
cabeça no futuro. Abaixo listamos algumas recomendações
que a Fundação Procon dá na compra
de materiais específicos:
Cimento e areia: No caso do cimento, verifique o prazo
de validade nas embalagens, evitando comprar com muita
antecedência, visto que este tipo de material
estraga se não for bem armazenado, isto sem
falar no comprometimento da sua qualidade. Na hora
de comprar areia cheque se a mesma não está molhada,
pois isto altera sua quantidade, cheque se não
foi incluído terra ou pó de serragem
na embalagem, o que pode levá-lo a ter problemas
durante a obra.
Material hidráulico: consulte um encanador
que vai ajudá-lo a identificar os produtos mais
adequados para a sua construção. Aproveite
para checar se as conexões são compatíveis
com as tubulações, e fique atento às
metragens. Em alguns casos, o preço é determinado
por metro, mas a loja só vende peças
inteiras de 3 a 5 metros.
Lajes: solicite manual de instrução
e observe se as medidas são adequadas para a
sua construção, cheque se as vigas têm
identificação do fabricante.
Material elétrico: este tipo de material deve
conter, além do nome do fabricante, a tensão
a que se destinam. Não se esqueça que
as partes condutoras de energia devem ser de cobre
ou liga de cobre, mas nunca de material ferroso, para
testar a presença deste tipo de material use
um ímã. Material ferroso só pode
ser usado nos parafusos, rebites e pinos usados para
sustentação das partes condutoras ao
corpo do produto, ou do condutor ao terminal.
Acabamentos: neste caso vale sempre a pena comprar
um pouco a mais, caso necessite repor alguma peça
que venha a quebrar. Fique atento às medidas
na embalagem e ao nome do fabricante, com CGC e endereço,
na embalagem para ter com quem reclamar caso precise.
Evite comprar materiais que estão fora de linha,
pois apesar de mais baratos lhe darão problema
na hora de repor. No caso das tintas, por exemplo,
cheque o tipo de tinta mais indicado para cada ambiente
da casa, evitando com isto desperdício e desgaste
da pintura antes do tempo. Anote a marca, cor e código
da tinta, para se vier a ter que efetuar retoques.
Prazo de pagamento e entrega
Antes de comprar o material verifique as melhores formas
de pagamento e não esqueça de checar
quais os custos já estão incluídos
na fatura. Fique atento especialmente aos gastos
com entrega, cobrança de frete, etc.
Quando o material for entregue cheque para ver se
está tudo em ordem, caso não esteja não
aceite o produto, ou assine recibo, e aproveite para
fazer uma anotação na nota fiscal. Em
seguida entre em contato com a loja onde comprou o
material e tente resolver o problema, caso não
tenha sucesso entre em contato com um órgão
de defesa do consumidor e peça ajuda. Por último,
se você não puder receber a entrega, oriente
a pessoa que ficará no seu lugar para agir da
mesma forma.
Seus direitos
Mas e na hora de reclamar, quais são exatamente
os seus direitos? De acordo com o Código de
Defesa do Consumidor (CDC), os produtos devem incluir
informações sobre suas características,
como, por exemplo, peso, metragem, prazo de validade
e possíveis riscos que possam apresentar para
a saúde ou segurança do consumidor.
Caso alguma característica do produto não
seja respeitada, e o fabricante não providenciar
uma solução em até 30 dias, o
consumidor poderá exigir restituição
do valor pago, abatimento do preço, compensação
do peso ou medida da embalagem, ou simplesmente a substituição
do produto defeituoso. Caso o produto tenha sido comprado
através de tele-marketing, é possível
desistir da compra até sete dias depois da compra
do produto.
No que se refere às formas de pagamento, você tem
direito a receber informações claras
sobre o valor à vista, total do valor financiado,
número de parcelas, taxas de juros e soma dos
encargos adicionais cobrados na compra do produto.
Vale lembrar que existem vários órgãos
oficiais, assim como entidades credenciadas que estabelecem
normas técnicas de certificação
da qualidade dos produtos, é o caso, por exemplo,
do Inmetro, IPT e ABNT. Caso o produto adquirido possua
um vício oculto, isto é, defeito que
aparentemente não pode ser constatado, você pode
reclamar seus direitos, que neste caso começam
a contar apenas da data em que você constatou
o defeito.
(Fonte: Info Pessoal)